31.12.08

Funçionáril du Ânus: Renato Churrascucho

Essa foi a tônica do Churrascucho enquanto não fazia suas bravatas: ficar olhando pro infinito, com cara de paisagem

O ano acaba hoje e não poderia haver, pelo menos pra mim, personagem mais insignifcativo pra representar a língua solta. O treineiro Renato Churrascucho, responsável pelo mico do Fluminense em pleno Maraca pela Libertadores e co-responsável pelo rebaixamento do Vasco à Série B, é eleito pelo Carrapatadas o Funcionáril du Ânus 2008.

Ele lembra o presidente Lulla-Lá por suas características frasais, se bem que me entendem. Mas todas as frases do Churrasqueiro deram água, e o presidente da República apenas vive na maior água. Mas há uma esperança para ambos: um complementar o outro. Apenas o presidente poderia perguntar ao treineiro se ele tinha sífu, cabendo ao próprio responder que sim.

Feliz Ano Novo a todos!

30.11.08

Funçionáril du Meis: Sarah Palin-Saco

"Bem, primeiramente eu gostaria de dizer que..."

As eleições presidenciais nos Estados Unidos mostraram-se históricas - principalmente por ter acabado com toda e qualquer chance de que alguém totalmente desqualificado assumisse o cargo mais poderoso do planeta. Na boa, alguém que afirma ver a Rússia da janela de casa e que tem sérias dúvidas se a África é ou não um continente não pode nunca ser levado a sério. Ainda mais o puro exemplo da carolice humana que é a governadora do Alasca, a sra. Sarah Palin-Saco. Resta saber se o Baback Osama vai ter colhões suficientes pra governar aquilo tudo.

29.11.08

Em 2009, Muitas Novidades pra Movimentar Essa Bagaça

Eu sei que ando comparecendo menos que marido que trabalha demais. Se esse blog fosse uma mulher, eu já teria sido corneado há muito tempo. Mas anuncio por meio desta que muitas novidades irão ao ar a partir de janeiro, pra acabar com a desgraça que se abateu sobre isso aqui.

Prometo ajoelhar no milho e contar divertidas histórias de minha vida e das vidas dos outros, principalmente no tocante à gloriosa cidade de Picapiroca do Norte, minha bucólica terra natal. Além disso, haverá novas seções, novos textos e o bom e velho Funçionáril du Meis, que começa aos poucos a arrebentar a boca do balão (amanhã tem texto inédito).

Além das minhas famosas viagens de trabalho, um show à parte. Agora, me dêem licença que eu preciso garantir o leitinho das crianças.

31.10.08

Funçionáril du Meis: Martaxa & Goza Chuplicy, Atual Sra. Favre

"Pois bem, não foi exatamente isso que eu quis dizer, reconheço. Mas já que eu falei, não tem mais jeito, está falado..."

Nessas eleições, houve vários momentos de democracia - e também da mais pura baixaria. No Rio, o candidato Dudinha Paes e Amor, a Martaxa que deu certo, meteu o pau na candidatura do Fumando Gerebeira - o Serginho Mobral, dizem, segurou. Mas vamos contar a história daquela que tentou voltar a ser o que já tinha sido e não o será nunca mais. Estou falando da ex-prefeita, ex-ministra... enfim, ex-qualquer coisa Martaxa & Goza Chuplicy, também conhecida como Sra. Favre.

Esta foi uma candidatura à prefeitura de São Paulo nascida para fracassar, não houve jeito. A egüinha paraguaia oxigenada de Cidade Jardim viu que iria levar uma toba eleitoral e baixou o nível bonitamente, insinuando que o futuramente reeleito prefeito Gilberto Kassabee dava ré no quibe de vez em quando. Aí, meu filho, não teve mais jeito. A pemba urnal foi maior do que ela imaginaria algum dia.

Agora é saber o que o Lulla-Lá vai fazer. Daqui a dois anos, vai ter eleição de novo. Não duvido nada que o presida, depois de umas doses da mardita, resolva nomear a Martaxa como candidata a qualquer cargo importante e um poste como postulante a presidente, de preferência com um cone como vice. Aí, chapeta, tamo fufu.

4.10.08

Essa Virou uma Purpurina Feliz

Como sabem, um travesti amigão do peito daquele(a) amante do Ronalducho Gordômeno foi pra vala ao tentar fugir de um incêndio no Rio. Ao ler o passamento travequístico desta pra uma melhor nos jornais de hoje, vi passagens dignas de nota. Daí que cheguei à conclusão que, no Brasil, até morte de traveco vira piada. Vejamos.

O tal transgênico, digo, transgênero se atirou do décimo andar do prédio. Só o fato dele(a) ter se atirado já dá margem a piadas de gosto duvidoso. Mas tem mais. Nos últimos parágrafos da notícia sobre o fato no jornal O Globo, veio-me o estalo. As partes inspiradoras vêm logo abaixo:

"Albertini contou ainda que chegou a falar com Luiz [N.R.: o nome do "de cujus", título que aliás veio bem a calhar ao presunto rosa] pela janela, tentando convencê-lo a sair do quarto e abrir a porta, sem sucesso:

- Outras colegas meteram o pé na porta. A gente jogou água, mas ela não esperou. Só gritava "Tá me queimando, Albertini. Eu tô pegando fogo."

Ora bolas, e as "meninas" ainda lamentam a morte da colega. Pois digo que não poderia ser mais gloriosa prum travesti do que a sofrida ontem.

Vocês sabem do que as bonecas mais gostam de fazer é queimar. Nada de jogar água, elas querem é deixar arder. De repente, não mais que de repente, veio uma idéia que tomou-lhe a mente:

- SE JOGA, BEE!!!

Ela não fez nada mais do que a sua consciência mandou. Ou seja, a traveca virou uma purpurina feliz e saltitante, feito poeira brilhante no ar.

30.9.08

Funçionáril du Meis: Serginho Mobral

"Médico que falta é va-ga-bun-do! Assim como o são todos os adversários dos candidatos do meu partido!" Ui, que medo

Mesmo com a crise financeira americana com o charutão na boca - ou seja, doida pra vir pra cá - preferi eleger um elemento que traduzisse a realidade destas bandas de Pindorama, nossa tão querida Pindô. Afinal, já fazia um tempinho que eu estava doido pra meter um belo e merecido pau (em todos os sentidos possíveis, que fique bem claro) no governador Serginho Mobral Filho Júnior, o Serginho Mobral. Poucas vezes vi alguém tão despreparado ocupar o Palácio Guanabara - e olha que o clã (sic!) Littleboy emporcalhou aquela bosta durante oito anos.

A política de segurança, vocês sabem, é um desastre. A puxação de saco em relação ao governo federal, uma vergonha. Mas o que tá pegando é a falta de Maracugina que assola a mesa governamental. Qualquer coisinha que acontece, vista pela maioria da população como meramente corriqueira como policiais assassinarem inocentes ou médicos faltarem a plantões, são motivos de chilique e piti por parte do Mobral Filho Júnior. Mas é na campanha eleitoral, que termina em grande parte das cidades neste domingo, é que o bicho pega.

Na ânsia de eleger os candidatos a prefeito de seu partido, o PMDB (Partido Me Dei Bem), o maior partido de aluguel do Hemisfério Ocidental, o governador xinga os adversários deles de safados pra baixo. Uma coisa não se pode negar, porém. O cara é corajoso: um dos rivais é o Zito, que tem fama de usar métodos pouco ortodoxos de tratar os adversários políticos. De todo modo, é péssimo que o estado do Rio de Janeiro não consiga um governador que ao menos governe direito. Tô achando que isso é sina. Ou alguma coisa que botaram na caixa d'água das Laranjeiras.

27.9.08

Lá Vem o Negão

Com cara de paisagem, Baback Osama vislumbra um futuro promissor na Casa Branca. Falta combinar com o eleitorado, mas ninguém crê que isso seja um problema

As eleições presidenciais dos Estados Unidos têm um ar de déja-vù (é assim que se escreve?) para nós destas bandas de Pindorama, a nossa tão querida e amada Pindô. Afinal de contas, acontece naquele pedacinho de terra que fica entre Canadá e México algo muito parecido com o ocorrido por aqui há seis anos. Um governo reeleito quatro anos antes, desastroso e impopular, tem o seu candidato confrontado por um símbolo de mudança - e não é aquela feita de caminhão, de uma rua pra outra. Desta vez, o tal símbolo não usa barba nem tem um dedo a menos, mas faz o populacho quase que orgasmar diante de qualquer coisa que ele fale, mesmo que seja altamente metafórico e não faça o menor sentido.

Não por acaso, o senador afronegão Baback Osama é o grande favorito destas eleições, principalmente entre árabes e cubanos. É praticamente um "Peace and Love" em pleno Século XXI. Quer ficar bem com todo mundo, mesmo que seja apenas jogo de cena. Diante dessa estratégia marqueteira à Duda Frangonça, claro que depois de anos de hostilidades o pessoal vai querer mudar um pouco de ares.

Contribui pra esse anseio de mudança, mesmo que de forma involuntária, a imagem do cara da situação, o tal John McQuem?, o Zé Motosserra do Hemisfério Norte. Ele anda meio velho e alquebrado, e além do mais a sua vice causa mais medo do que aquele que o Lulla-Lá punha na Regina Duarte. Imaginem uma Heloísa Helena de direita, que acredita em Deus e usa sua fé como base de campanha. Agora, imaginem uma pessoa como essa com a possibilidade de ocupar a Casa Branca, mesmo que por um tempo só. Essa é a vice dos republicanos. Só de pensar nisso, já me gela a espinha.

Depois neguinho fala que o Brasil é atrasado. Pô, eleitoralmente falando, estamos exatos seis anos à frente dos americanos! O filme que está passando lá eu já vi há muito tempo aqui. O pior é que vai tudo acontecer igualzinho, só que em níveis mundiais. Os conchavos, o jeitinho e as alianças espúrias pró-governistas, desta vez, vão falar também em inglês. O meu consolo é que americano, ao contrário do brasileiro, pelo menos tem culhão e não vai deixar barato.

18.9.08

O que a Mardita Não É Capaz de Proporcionar

Aos que ainda me lêem, peço desculpas por ter ficado tanto tempo de fora deste espaço. É que tive uma tremenda dor de cabeça que me corroeu a paciência, e por causa disso só estou voltando agora. Mas né por nada não: a economia se estrepou de verde e amarelo (ou, no caso, de azul, vermelho e branco) e estou aqui, vivinho da Silva!!! Algumas empresas foram à falência aqui e alhures, mas estou cagando pra isso, assim como pra quem não está entendendo nada do que está escrito neste texto. É que bebi uma garrafa inteira de rum e estou louco pra pegar outra dor de cabeça e, conseqüentemente, mais uma licença médica de duas semanas.

31.8.08

Funçionáril du Meis: Carlos Arthur, o Nuzman

Enquanto nossos atletas se estrepam, o nosso "dirijênti" maior dá algumas embromadas

Como todos sabemos (e eu tive o desprazer de acompanhar in loco, entre um escorpião frito e outro), o Brasil levou peia nas Olimpíadas de Pequim. Pra falar a verdade, o Brasil virou um imenso Botafogo neste mês de agosto que se encerra: perdia finais e depois chorava. Ganhava chorado e depois chorava. Se bobear, até empatava e depois chorava. Choveu canivete durante as Olimpíadas, pra quem não se lembra. Tô achando que não era chuva coisíssima nenhuma: eram, sim, as lágrimas de esguicho, causadas pelo chororô intenso de nossos atletas.

O governo lullalau deu uma bilheta de reais pro COB preparar nossos atletas pra disputar as Olimpíadas de Pequim - o problema é que faltou separar um pouco pra pagar um belo time de psicólogos que ajudassem nossos atletas a segurar o rojão. Resultado: menos medalhas do que todo mundo previa. Só que nem todos viram assim. Aliás, só um viu assim: o próprio presida do COB, Carlos Arthur, o Nuzman, que teve a cara-de-pau de afirmar que o Brasil teve a melhor participação olímpica de sua história... Sem comentários.

22.8.08

Jogos Olímpicos da Emolândia


É impressionante a capacidade, digamos, exageradamente emotiva dos nossos atletas nestas Olimpíadas de Pequim. Eles ganham medalhas, e choram. Eles perdem medalhas, e choram. Eles fazem performances espetaculares, e choram. Eles se estabacam no chão, e choram. Nesta Olimpíada, o Brasil virou um imenso Botafogo (que me perdoem os alvinegros): perde finais... e chora.

O chororô de proporções mastodônticas revela o quão emocionado - prefiro dizer "emo", mesmo - é o povo brasileiro, aquele tão lindo e trigueiro. Isso tudo tem um motivo que nós conhecemos muito bem: falta de calma pra superar a pressão de disputar uma Olimpíada. Isso acontece desde que o mundo é mundo, não tem jeito. Se um bom psiquiatra não resolver, faço uma sugestão aos nossos dirigentes esportivos para os Jogos de 2012: façam uma maquiagem em cada um dos nossos atletas. Mas uma maquiagem daquelas bem pesadas. Assim que perder por falta de calma pra lidar com a pressão, ela será devida borrada pra mostrar ao mundo inteiro nossas caras de choro emo.

Só assim pra gente aprender a superar essa dificuldade, mas nem que seja na marra. Se nem assim adiantar, basta que recolhamo-nos a nossa insignificância. Afinal de contas, Olimpíada não é pra amadores. Como diria o Sr. Créu, é pra quem tem disposição e habilidade.