31.10.09

Funçionáril du Meis: Zé Mariano Beltrâmis

Pela cara, dá pra ver que a situação do sujeito não há de ser nada fácil...

Tá, eu sei que este mês foi complicado. Pra tudo foi difícil, até mesmo pra escolher o Funçionáril du Meis de outubro. Tanto que hoje é 1º de novembro e estou fazendo de conta que hoje ainda é 31 de outubro só pra manter a tradição. Ainda que com um dia de atraso, lá vai.

Pouco depois de ter sido escolhido a sede das Olimpíadas de 2016, o Rio de Janeiro viveu um período fudidaço em relação à segurança. Até helicóptero foi abatido por aqueles que vivem sendo defendidos por aqueles que defendem um-novo-mundo-possível. Pela imensa falta de pulso pra conter a onda de violência que tomou conta da Zona Norte por grande parte do mês - pra vocês terem uma ideia, algo que ocorreu na Zona Norte chegou aos jornais -, além de ter passado esse período trocando os pés pelas mãos o tempo todo, o secretário de Segurança do Serginho Mobral, Zé Mariano Beltrâmis, é eleito o Funçionáril du Meis de outubro.

5.10.09

Tô Bebum mas Tô Feliz

Bem, pessoal, voltei de Copenhague com uma sensação boa de dever cumprido. Na verdade, voltei ontem, mas eu tava numa ressaca desgraçada graças à vitória do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016. A festa no Aerolula na volta ao Brasil foi inesquecível, com direito a todo mundo (Lulla-Lá, Serginho Mobral, Dudinha Paes e Amor, Pau no Coelho e o Nuzman) tomando todas mais uma vez e fazendo de novo trenzinho dentro do avião. Até tirei umas fotos (várias delas comprometedoras), mas perdi a câmera depois que acordei da ressaca. Mas tudo bem, vida que segue!

30.9.09

Funçionáril du Meis: Manuel Joaquim Sualaya

Não sei por quê, mas toda vez que vejo as fuças de cara, tenho vontade de berrar a plenos pulmões: "RATI-NHO-nho-nho-nho-nho..."

Como os meus cinco leitores (talvez menos) bem sabem, estou de boa em Copenhague, capital da Dinamarca. Mas, como sempre, estou muito antenado a respeito do praneta que nos rodeia. Pois bem: há cerca de três, quatro meses, um tal de Manuel tentou se dar bem e se estrepou redondamente. Pelo nome e pelo bigodão, poderia-se pensar que se tratasse de um português anedotário (ênfase para as três últimas sílabas desta última palavra, por favor). Mas o Manuel bigodudo em questão era o presidente de Honduras e apoiado pelo Huguinho Chapolim (sempre ele, puta merda).

Pois bem: certo dia, o tal do Manuel tentou rasgar a Constituição hondurenha para que pudesse se eternizar no poder. Só que uns militares não gostaram muito disso e mandaram o cara ralar peito. Pois bem: no mês que já deve ter acabado enquanto você lê este texto, ele voltou na moita ao seu país e entrou, com chapelão e tudo, na embaixada brasileira em Tegucigalpa. Pronto: fez-se o furdunço em Honduras. Com a cumplicidade da dipromassia brasileira, diga-se de passagem.

Como sempre, o Huguinho Chapolim tornou a falar merda sobre isso (se bem que não faz nada diferente do que fez a vida toda): falou que o Manuel se materializou na embaixada brasileira. Ou seja, deu uma de Dr. Spock e apareceu com umas 70 pessoas na representação do Brasil, onde come e bebe do bom e do melhor, usando o nosso dinheiro! Mas é muita cara-de-pau.

Por essas e por muitas outras, o prêmio do mês de setembro vai para Manuel Sualaya (da laia dos bolivariostas), mas poderia ir, por exemplo, pro mini-stro Cerso Amorzim (que levou uma bela peia na Unesco, por sinal). Mas ele já ganhou muitos FdM daqui deste blog e fiquei com peninha dele. Além do mais, sua participação nesse caso foi tão ínfima quanto é seu desempenho na diplomacia.

Pô, Cadê Aqueles Chocolates Metidos a Besta?!

Copenhague tem rio pra cacete, mas o que eu quero saber é se o Rio vai se dar bem

Cá estou em Copenhague, capital da Dinamarca e terra do Hamlet, o príncipe mais dramalhônico do William Shakespeare. Estou aqui para cobrir a escolha da cidade-sede das Olimpíadas de 2016, em que o Rio de Janeiro concorre com Chicago, Madri e Tóquio. Mas o que me importa nesse momento é que eu tô me dando bem nessa desde que embarquei no avião pra vir pra cá. O Aerolula estava bem animadinho, cheio de comes e bebes (principalmente estes, em se tratando de Aerolula). O trem da alegria (quem dera fosse o grupo infantil dos anos 80), composto por figuras ímpares como Lulla-Lá, Serginho Mobral Filho Júnior, Dudinha Paes e Amor, Nuzman, Pelé e o escritor Pau no Coelho, tomou todas, fez bagunça no voo (com direito a um trenzinho em que o presidente era a locomotiva) e quase fez o avião cair no Oceano Atlântico. A nossa sorte é que o piloto do bólido não era o Nelsinho Piquet.

Apesar do susto, tô bem tranquilo aqui na capital dinamarcosa. Ando pegando umas louras bem bacanudas de ontem pra cá - é só eu falar que sou brasileiro e jornalista esportivo pra muierada cair em cima. Mas se tem uma coisa de que não ando gostando muito, é o fato de não haver aqui em Copenhague esses chocolates maneiros e caros pra cacete que a gente vê direto na televisão. Pô! Cadê a Nhá Benta, o Jelly Garden, o Marzipan??? Eu não quero só mulher e transmitir informação, eu também quero comida!!!

Se eu tiver saco, informo mais daqui de Copenhague. Daqui a pouco, no último minuto do mês, divulgarei o vencedor do Funçionáril du Meis de setembro. Bem previsível, por sinal.

23.9.09

Eleições 2010: Já Temos em Quem NÃO Votar

Dá pra notar, pela cara, o quanto o "cara" (de pau) anda empolgado com a possibilidade de quitar um pouco sua dívida usando o salário dos contribuintes

Essas eleições de 2010 prometem ser uma beleza. A começar pelos candidatos à presidência da República: Zé Motosserra, Dilmão Hussein, Xingo Nomes, Marina Selva... Apenas candidatos bacanudos e maneiros, pra ficar mais politicamente correto. Se as eleições presidenciais prometem ser uma merda daquelas bem fedegosas, imagine pros cargos menores. O Clodoumil virou purpurina, mas mesmo assim o panorama anda escabroso. Um fenômeno de 2006, em que qualquer um que tenha conseguido 15 segundos de fama se candidata a qualquer coisa, deverá se repetir ano que vem. Frank Aguiar, Serginho Mallandro e o ex-jogador em atividade Entúlio Merdavelha deverão tentar Brasília (sendo que o primeiro já está lá, mesmo depois de encher a então esposa de catiripapos). Agora, abriram a jaula!

Ed Imundo, Popó, um ou outro jogador de futebol e o Marcelo Yuka querem infestar Assembleias Legislativas e o Congresso Nacional a partir de 1º de fevereiro de 2011. Mas a grande atração é o anúncio da possível candidatura, a deputado federal, do futuro ex-ex-jogador em atividade... Rotário, o Bom Velhinho!!! Ele mesmo, aquele que fez uns 903 gols, mas jura de pés juntos que fez 1.002. Enfim, como todos sabemos, o "cara" (de pau) anda devendo a Deus e ao mundo por causa de suas gastanças dignas de sultão. Mas tem nada não, ele vai quitar sua dívida rapidinho, daqui a dois anos. Quem vai pagar? Você. É, você mesmo, amigo eleitor!!!

O "cara" (de pau) acabou de filiar ao PSB (Partido Sou um Babaca) para tentar se eleger deputado federal no ano que vem. Não importa seu programa de governo, o que importa é ele pagar a dívida e a pensão das crianças. Como votos de otários não irão faltar, é certo que a Viúva pagará pra ele. Só faltam dizer que ele tá pegando também a Viúva.

Mas o melhor disso tudo vem agora: no ato de sua filiação ao PSB (partido da base do governo), ele se confundiu e disse que estava muito honrado em se filiar ao... PSDB!!! Falou logo o nome do maior partido de oposição!!! Fosse um zé-ruela qualquer, seria apedrejado na hora. Mas como era o Rotário, ninguém falou nada, todo mundo ficou só babando. Isto é Brasil.

Mas do jeito que o nosso país anda escroto e o nosso Congresso uma bosta, não duvido nada que fofuras do quilate de Maluf, Bolsonaro, Frank Aguiar e Zé Çarney dividam espaço com anomalias como Ed Imundo, Serginho Mallandro e o "cara" (de pau). Aí, meu filho, a única saída para os brasileiros será mesmo o Galeão.

15.9.09

Tá, Eu Estou Aqui

O próximo passo será fazer sucesso nos passatempos de procuramento de desenhozinhos daqueles que fazem a gente perder um tempo do cacete

Eu sei que ando sumido pra diabos. De fato, desapareci feito um Belchior mais barbudo, menos famoso e com um gosto musical um pouco mais apurado. Tanto que teve gente que queria me demitir por abandono de emprego. Mas aqui estou! Pra infelicidade de todos, ainda estou vivo e, creio eu, no começo de minha autossaga por um jornalismo mais sério e escrachado.

De todo modo, apesar de não ter a Sônia Bridi pra me dar entrevista nos cus do Uruguai, vou contar o que ocorreu. Depois da histórica vitória por 3 a 1 do Brasil sobre a Argentina, lá na vizinhança de baixo, sofri um transe incomum que mais parecia resultado de chá de ayahuasca. Deve ter sido a garrafa de vinho que bebi na comemoração pós-jogo, mas não tenho certeza. Dormi durante dois dias, acordei na manhã de terça-feira e fugi do hotel pela janela dos fundos, por causa das diárias que estouraram o orçamento. Voltei ao Brasil pegando carona, lá pela quinta-feira passada. Tão cansado que não tive ânimo nem pra escrever bobagem. Nem quando o Rubinho Burriquelo conseguiu ganhar de novo.

De todo modo, o vinho que tomei em Rosário foi dose. Parecia até sabotagem do Dieguito Cheiradona, só de vingancinha pela peia que tomou da Seledunga em pleno Gigante de Arroyito. De todo modo, nem que cheire dois quilos certos em menos de meia hora o cara consegue limpar a barra com a galera. E, assim, vou retomando a minha vida.

31.8.09

Funçionáril du Meis: Aloísio Merdandante

Ih, não é ele? Não tem problema, o bigode disfarça...

Este mês de agosto promete entrar pra história como um dos... como dizer?... intensos de todos os tempos. Assunto não faltou nesses 31 dias em que soltaram todas as portas do canil: começou com o ex-presidente, ex-governador e ex-croto Cheirando Pollor se unindo ao Renan Caralheiros pra puxar o saco do Mullinácio; passou pelo pseudobispo Pedir Maiscedo sendo investigado por algo que sempre faz, estelionato; depois, alguns caras da Justiça escocesa abusaram do uísque e libertaram um terrorista que matou 270 pessoas há mais de 20 anos; voltando a Pindô, inocentaram o Zé Çarney de tudo o que ele fez (ato secreto por ato secreto) e também o Antônio Palhaço no caso do caseiro. Não faltou candidato pra ganhar a primazia de Funçionáril du Meis de agosto. Mas o prêmio vai, merecidamente, para o dotô çenadô Aloísio Merdandante.

O cara quase entrou pra história como o primeiro político a tomar uma decisão em caráter irrevogável via Twitter, a de ralar peito do apoio do petê ao Governo-Diarreia. Mas uma cunverçinha pela noite fez o nobre político mudar de ideia e a definição de "caráter irrevogável" também. Resultado: por querer ser mais sábio que o Aurélio, o Houaiss e o Caldas Aulete, fez devidamente esculhambado pelo tuitolândia. E queimou-se na rodinha de tal modo que nem mil Dudas Mendonça darão jeito.

11.8.09

Dando Margem a Outras Interpretações

Há fotos que não podem ser tiradas de determinados ângulos, assim como há momentos em que um deslocamento errado no uso do mouse pra cortar e ajustar imagens pode pôr tudo a perder. Vejam a foto acima, que está na página principal da edição virtual de hoje do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. A rigor, é uma menina bebendo suco de canudinho. Mas, pelo ângulo da foto e deslocamento da imagem, parece que a petiz está fumando um tremendo cigarrinho do capeta. Reparem só! O que vão reclamar de apologia à marofa não está no gibi...

4.8.09

Da Minha Parte, Irei Digeri-las da Melhor Forma Possível

Do jeito que o cara estava, parece ter acabado de tomar sua dose diária. Dose de quê? Ah, depende da sua imaginação, ou do que "julgar conveniente"

Como todos sabem, ontem teve mais baixaria no Çenado Federau. Uma porradaria verbal entre três senadores fez trocar o nome do prato virado do Congresso para Casa da Mãe Joana em milésimos de segundo. Mas o que chamou a atenção foi a declaração colérica do mais novo amiguinho do Zé Çarney, o Cheirando Pollor. Em resposta ao que discursava pedindo a renúncia do popular (sic!) Sarna, pediu que engolisse as palavras sobre ele e as digerisse "como julgar conveniente". Boa ideia: vamos todos fazer isso, em homenagem ao impichado!

Como o faremos? Simples: engulamos as palavras, digeramo-las como julgar conveniente (em se tratando de Cheirando Pollor, será de uma forma só) e, depois, sentemos em um vaso sanitário. Daí em diante, é só deixar rolar. Pronto: a sensação será de alívio por termos colocado o ex-presidente em seu devido lugar. Será a libertação de todos os demônios que nos enchem a paciência. Não é nada, mas já será um começo.

31.7.09

Funçionáril du Meis: Agarrosseu Maia

Mesmo depois de ralar peito via ato secreto do Çarney, o ex-diretor Agarrosseu Maia segue influenciando nefastamente nos corredores do Congresso

O trabalho urge, como diria o filósofo. Todos temos que ter amor a nossos empregos, senão não vivemos. Vejam, por exemplo, o meu caso. Ando trabalhando tanto no ramo jornalístico que quase não tenho tempo de atualizar isso aqui. Disse e digo de novo: se este blog fosse uma mulher, já seria corno há muito tempo. Mesmo assim, tenho orgulho do que faço e certeza de que a grana que ganho todo começo de mês é suada e bem merecida - daqui a pouco vem mais aí pra eu fazer a festa. Mas tem gente que ganha muito mais do que merece sem o menor esforço. Alguns parentes de senadores se encaixam perfeitamente neste perfil. Em grande parte, graças ao ex-diretor do Çenado Federau, Agarrosseu Maia.

O ainda e praticamente eterno presidente da Casa, Zé Çarney, o maior senador maranhense da história do Amapá (às vezes desconfio de que o eleitorado amapaense vota nesse sujeito só pra ver o Amapá aparecer na imprensa, o que seria impossível não fosse o bigodudo, de tão irrelevante que é o estado), se envolveu num escândalo, só pra variar um pouquinho, neste mês que acaba neste momento (já deve ter acabado enquanto você lê este texto). Foram divulgadas gravações que comprovam que ele intercedeu junto ao Agarrosseu pra empregar como funcionário, na base do cabidão e da pistola enorme, o namorado da neta. Isso foi há mais de quatro meses, porque o Agarrosseu saiu de lá em março, acusado de ter aumentado um pouquinho o seu patrimônio. Mesmo assim, o Agarrosseu Maia leva o prêmio Funçionáril du Meis de julho pelo conjunto da obra - uma imensa cagada que talvez nunca mais seja limpa completamente.