30.4.10

Funçionáril du Meis: Jorge Num Fede Nem Cheira

A essa hora, esse sorrisinho de arquivo já se apagou da boca dele faz tempo

Durante minha ausência deste espaço, como vocês devem saber, caiu uma ligeira chuvinha na Região Metropolitana do Rio de Janeiro neste mês que se encerra hoje. A cidade mais atingida foi Niterói, que escancarou sua falta de estrutura no que faz referência a comunidad... Ah, vamos mandar pra vala essa porra desse pensamento politicamente correto de merda. Pra mim, é FAVELA e assunto encerrado. Quem não gostou, que se foda e vá ler o Nassif.

Enfim, continuando. Neste mês que acaba hoje, o tal do Jorge Num Fede Nem Cheira mostrou que é um legítimo discípulo do Leonel Curriola, ex-governador faveleiro que há quase seis anos se dedica a lamber o saco do capeta nas profundezas do inferno. Viu uma de suas magníficas obras - o Morro do Bumba, que era um depósito de lixo e virou FAVELA há cerca de 30 anos, que seria por ele asfaltado num de seus trocentos mandatos como prefeito da Cidade Sorriso Banguela - rolar ladeira e encostas abaixo depois de um temporal. Como um certo presidente com quase 90% de aprovação popular, o prefeito ficou amuado e limitou-se a dizer que não sabia de nada. Aprendeu rápido, o manganão. Professor pra ele não faltou, verdade seja dita.

A sorte dele e o azar nosso é que Niterói é uma cidade tão irrelevante politicamente que não duvido nada que o prefeito seja reeleito quantas vezes forem necessárias - afinal, se tem uma coisa que falta ao outro lado da poça é político que tenha colhões. Aliás, isso falta no Brasil todo, mas em Nikíti o problema é crônico. Além disso, as medidas que forem tomadas de nada adiantarão - sempre haverá um populoide de bosta que irá perpetrar "melhorias" para cada FAVELA que surgir por esse Brasilzão de meu Deus.

31.3.10

Funçionáril du Meis: Ibsen Vergonha

Essa foto, já notaram, é antiga. Agora ele anda parecendo-se com um Papai Noel do Mundo Bizarro

Durante o período em que estava nada voluntariamente dentro daquela câmara criogênica de Vancouver, fiquei totalmente alheio ao que ocorria aqui no lado de fora - o que impediu, por exemplo, que eu elegesse o Funçionáril du Meis de fevereiro. Mas a mais irrelevante premiação mensal de um blog de todo o mundo está de volta, premiando mais um çidadãu que teima em fazer deste mundo um troço insuportável. E o de março é Dunga do Orçamento, o deputa federal Ibsen Vergonha.

O deputado, com aquele jeito de bom veinho, quer dar uma bela tungada nas finanças de dois estados e levá-los à falência automática. Claro que o pessoal chiou, mesmo sem deixar claro em que eles gastam a grana dos "róiautis" do petróleo. De todo modo, não deixa de ser sintomático que alguém que chegou a ser investigado por desvio de verbas queira que bilhões de reais sejam distribuídos sem que os beneficiados despreguem os rabos de suas cadeiras.

25.3.10

Voltei. Um Ano Mais Velho e Alguns Graus Mais Gelado

A tal câmara criogênica é parecida com a da foto acima. Bem, uma coisa posso afirmar: posso cobrir Olimpíadas de Inverno até o fim da vida sem sentir o menor frio

Como os poucos que leem essa bagaça devem ter notado, andei sumidaço por mais de um mês. Bem, eu sei que essa frase que vou escrever agora é mais batida que de mulher pega no flagra enquanto chifra o marido, mas vou fazê-lo assim mesmo: eu posso explicar. É que, no dia 22 de fevereiro, uma segunda-feira, última semana de competições dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Vancouver, fui convocado para uma reportagem que nada tinha a ver com esportes geladinhos: era sobre a Faculdade de Ciências da Universidade da Colúmbia Britânica, a famosa UBC. Lá, fiquei conhecendo a famosa câmara criogênica local, que serve para pesquisas de baixíssimas temperaturas. Não sei pra que eu fui pra lá nem pra que me convocaram, mas tava valendo.

De repente, o professor pediu licença pra pegar uma coisa no lado de fora do laboratório e saiu por uns minutos. O curiosão aqui, então, decidiu dar uma xeretada pra ver qual o que estava acontecendo por ali. De repente, o imbecil que vos escreve acabou tendo mais um acesso de sem-noçãozice crônica e abriu a porta da câmara - que era bem grandinha -, entrou nela e fechou a porta. Resultado: fiquei ali dentro durante dias e dias até ser libertado por marines americanos que invadiram a faculdade em busca de armas de destruição em massa.

(Tá, eu sei que não foi nada disso, mas se o trololó é mais interessante que os fatos, publique-se o trololó.)

O fato é que, exposto a temperaturas de 150 graus abaixo de zero (perto disso, a pista de luge de Whistler é pinto), fiquei congelado durante semanas. Agora, mais de um mês depois, estou de volta, ainda que tenha perdido a última semana olímpica. Sabem qual é o meu consolo? Posso aguentar qualquer temperatura. Posso ir pra Antártica e ficar sem camisa que eu não tô nem aí. Praticamente virei um mutante daquela finada novela da Record, com a diferença de que, ao contrário deles, existo de verdade. Ou não.

11.2.10

Pimenta no Vancouver dos Outros É Refresco

Essa é a vista vancouveriana (ou vancouverzense, sei lá) da cidade de Vancouver. Lááááá embaixo, esse monte de neve desafiando o haquessimêntu grobau

Como todos sabem ou ao menos deveriam saber, o pessoal da "Trombada!" me mandou pra Vancouver, no Canadá, pra cobrir as Olimpíadas de Inverno. Neste momento, são cerca de nove horas da manhã e tá um frio dos infernos nesta cidade. A Olimpíada começa nesta sexta, junto com o Carnaval aí no Brasil, o que é ainda pior! Tomara que, ao menos, a cerimônia de abertura lembre um pouco o desfile das escolas de samba, nem que seja das canadenses.

Nunca pensei que um dia eu pudesse sentir saudade do calor senegalês de 43 graus no Rio pra virar picolé nas fiobas da Colúmbia Britânica, que é a província canadense em que Vancouver se situa (Carrapatadas também é cultura...). Mas são ossos (ainda que congelados) do ofício. Essa é a minha segunda Olimpíada invernosa (a primeira foi em 2006, em Turim) e gostei muito da experiência anterior. Prometo voltar com certa frequência para contar histórias, falar bobagem e fazer trocadilhos esdrúxulos com o nome da cidade. Inté!

31.1.10

Funçionáril du Meis: René Prevada

Com essa cara de que fumou pra Jah, joguemos as mãos aos céus porque é o Haiti e não a Jamaica

No mês de fevereiro, mais uma vez, não terei carnaval. Isso porque terei que arrumar as malas e me mandar pro Canadá pra cobrir as Olimpíadas de Inverno (não, não fui pra Record; foi "A Trombada!", mesmo). No avião, poderei olhar pela janela o Mar do Caribe, caso o voo passe por lá. Então, caso o avião passe sobre o Haiti, poderei conferir um pouco mais de perto (mesmo que o bólido passe longe pra burro) a cagada que o terremoto fez por lá. Mesmo que não veja nada daquela distância, poderei constatar o imenso espetáculo de incompetência do presidente local em tratar a tragédia.

Foi o que fez o presidente do Haiti. O tal do René Prevada só faltou dizer não saber de nada, igual a um presidente de um país mais ao sul do Haiti, quando o terremoto deixou uns 75% da população haitiana sem teto - incluindo ele próprio. Seria como se um meteoro caísse sobre o Brasil e deixasse de atingir somente o Maranhão, o Piauí, o Acre e Rondônia. Mas o Haiti, como sabemos, é o país mais fail do continente americano. Vive de esmolas, o coitado. Dessa forma, a passividade só falta fazer parte do lema nacional. Portanto, não é nenhuma surpresa o primeiro Funçionáril du Meis de 2010.

7.1.10

E Não Deu Zebra: Zé Çarney é o Funçionáril du Ânus!!!!!!!!!

Onze obstinados homens tentaram o prêmio, mas só um conseguiu: o Zé Çarney, aquele que teima em não despregar o fioto da cadeira, é o Funçionáril du Ânus de 2009. Tá, eu sei que hoje já é dia 7 de janeiro e o resultado foi divulgado no domingo passado, mas vale o registro. Pô, eu tô cansado de tanto descansar das festas de fim de ano e não tô com muito saco pra escrever.

Foram 59 votos dados a todos os candidatos, e treze deles bastaram para o presidente do Çenado Federau ser eleito o maior pentelho de 2009. Pelo visto, ele juntou os cinturões, já que ele também ganhou o prêmio de Mala do Ano de "A Trombada!". Se lá ele teve que soltar um quilo certo (ganhou por um voto só), aqui ele teve mais tranquilidade, com quatro votos a mais que o segundo colocado, o Ministro das Relações Bolivarianas, Cerso Amorzim. Foram 13 votos a 9. Em terceiro, ficou o papón paraguaio Fernandito Lugón, com 7 votos.

O hondurenho Ratinho... ops, Manuel Sualaya ficou em quatro, com seis votos. Em quinto, com cinco, ficou o Tarso Genro-que-Mamãe-Não-Quer. O arcebispo Sobrinho, o Agaciel e o Edison Apagão ficaram com quatro votos cada. O cabeludão norte-coreano e o Merdandante ficaram com três votos cada. O lanterna foi o Beltrâmis, secretário de insegurança do Rio, com um mísero voto. Eu me lembro desse voto, porque fui eu que votei nele. Tinha acabado de ser assaltado e perdido todo o salário de novembro.